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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Após o parto

Depois do complicado parto, pensava eu que tudo correria às mil maravilhas. No dia 29 de Outubro, apenas 1 dia de vida, eis que me disseram que a Maria iria ficar internada porque tinha uma infecção devido ao meu trabalho de parto. Imaginam como fiquei. A minha menina, tão pequenina não ia comigo embora. Nesse dia, uns dos piores da minha vida, chorei como não houvesse amanhã. Lembro-me como se fosse hoje do banho que tomei depois da notícia em que me agarrei à minha barriga e chorei deitada no chão frio da casa de banho. Não entendia bem o que estava a acontecer e no fundo sentia-me culpada por tudo, porque eu mãe não a soube proteger quando deveria ter feito. Eu deveria ter tido mais força, o meu corpo deveria ter feito a dilatação rápido, muitos deverias passaram-me pela cabeça. Nesse dia não conseguia falar com ninguém, andava no hospital a chorar pelos cantos, a ver a minha filha com fios e máquinas ligadas, com catéteres nas mãos. Tão pequenina e já a sofrer e na minha cabeça por minha culpa. Foram 10 dias horríveis que não desejo a ninguém. Chorei muito, duvidei de tudo e de todos e sentia-me sozinha, apesar de estar rodeada de gente e de todos me dizerem que existiam crianças bem piores, eu sentia-me mal, fui egoísta, pois não queria saber das outras, queria sim saber da minha, da minha Maria que apesar de não ser grave, tinha de estar ali, sempre a mudar de catéter, a fazer análises, punções lombares, inúmeros exames e a resposta era sempre a mesma ela tem de ficar até ao fim para tomar o antibiótico, mas ninguém me dizia nada de concreto. Finalmente no dia 8 de Novembro, um dia antes do meu querido afilhado fazer 3 anos deram.nos alta. 
Viemos para casa com aperto no coração, mas com a esperança de que tudo iria correr bem. Apesar de toda a família e amigos me dizerem esquece isso que já passou eu não esqueci e não esqueço. O mal durante muito tempo foi não falar sobre tudo o que aconteceu, sobre os meus medos, sobre o facto de eu pensar que a minha querida filha não iria sobreviver (vira a boca para lá). Quando estava sozinha com ela, chorava e pedia-lhe desculpas por tudo aquilo que a fiz passar, entrei numa tal depressão que só uma grande amiga é que me ajudou e a ela desabafei e chorei, apenas chorei, era só isso que eu precisava.
Passados dois meses, a dia 4 de Janeiro, a Maria não parava de chorar e não queria comer, lá fomos nós rumo ao "hotel", mais 7 dias de internamento, a Maria tinha uma infecção urinária. Meus amigos, se não estava curada do meu trauma do parto, depois fiquei ainda pior. Foram 7 dias cansativos, com muitas dores nas costas, com muito cansaço. Lá viemos para casa e depois eu entrei numa paranóia, tinha medo de ficar com ela, medo de lhe dar de comer, medo de tudo, só chorava, só tinha medo de ter de ir novamente para o hospital. Mas tudo passou e apesar de ficar cheia de medo quando ela fica doente, já não é igual, consigo ter mais sangue frio e fazer as coisas de outra forma.
Bem, ficou muito longo este post, mas não há nada melhor que os nossos filhos e apesar de tudo que nos aconteceu somos muito felizes.

2 comentários:

  1. Olá! Vim aqui ter pelo blog da Marlene. Infelizmente sei bem o desespero, a angústia e a dor que se sente por ter um filho internado... A Rita tinha seis meses e foi uma fase muito difícil. Ainda hoje me dá logo vontade de chorar e fico com um aperto no peito quando a vejo mais murchinha.
    Mas a verdade é que não devemos deixar este medo levar a melhor porque, infelizmente, é normal que eles fiquem doentes de vez em quando.
    Beijinhos grandes

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  2. Cheguei ca pelo blog da tua mana. O meu mais velho, Graças a Deus nunca esteve internado, mas andou sempre doe the até aos 18 meses, agora com 4, já bem, só as maleitas de inverno.
    Tudo a correr bem, bjocas

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